Aparência importa SIM!! Com que roupa eu vou? O pré-julgamento natural

O cérebro do ser humano funciona em padrões pré-definidos. Portanto, está sempre pronto para captar características de uma pessoa e valida-las com a configuração já existente, afetando diretamente na avaliação do objeto ou pessoa observada.


Assim, com uma única característica é possível que nosso cérebro já crie padrões globais para o que está observando. É o famoso “julgar o livro pela capa”, você já deve ter escutado isso!!


Esse “comportamento” do nosso cérebro, é o que chamamos de Efeito Halo. Criado pelo psicólogo americano Edward Thorndike, o termo Efeito Halo consiste na afirmação de que o cérebro humano é capaz de julgar, analisar, concluir e definir uma pessoa a partir apenas de uma característica, determinando um estereótipo universal para ela, com base em um único elemento, como aparência, forma de se vestir, falar, postura, entre outros fatores.


Essa predefinição, quase que instantânea, já vem sendo estudada a muito por psicólogos para aplicação e gerenciamento no mundo do marketing, no ambiente coorporativo e em várias outras áreas.


Não poderia ser diferente no mundo jurídico.


É o Efeito Halo que explica porque o padrão de vestimenta de advogados e advogadas deve ser o mais formal possível. O advogado ou advogada deve se vestir formalmente para uma audiência, ou para falar com um promotor(a) ou juiz(a), justamente porque a aparência conta, e conta muito.


A vestimenta irá passar credibilidade à pessoa que está sendo observada. Não só a vestimenta, mas também os padrões de comportamento e atitudes. Uma má impressão, por uma vestimenta inadequada ou um palavreado incorreto, em uma sustentação oral, por exemplo, podem ser fatais.


Isso pode ser, de certa fora, de conhecimento de todos os operadores do direito. O que eu acredito que não é de conhecimento de todos, é o fato de que esse mesmo efeito pré-julgador aplica-se ao réu de um processo, e também as testemunhas.


Foi o impacto desse efeito que fez com que o STJ decidisse que o réu julgado em um tribunal do júri, tem o direito de ir ao julgamento com as próprias roupas, e não com aquele uniforme de presidiário característico, e que certamente causaria uma má impressão, um pré-conceito, nos jurados.


Da mesma forma deve ser observado pelo(a) advogado(a) quando da apresentação de sua testemunha de defesa, se ela está bem vestida, ou se ela irá saber se comportar na audiência, justamente para evitar que o juiz faça esse julgamento negativo, mesmo que involuntariamente. Temos que ter em mente que a primeira impressão acontece por fatores os mais estranhos.


Pode parecer inaceitável que em pleno século 21, no mundo digital e globalizado que vivemos, pensar que alguém será julgado somente pelo o que veste. Mas infelizmente é um processo natural do nosso cérebro, e muitas vezes não podemos controlar.

É dever do advogado(a) estar atento a esses detalhes para que a captura cognitiva do julgado, seja a mais positiva possível para a defesa.


Lembre-se, a primeira impressão é a que fica. Nunca devemos esquecer disso.


A simpatia ou antipatia, ocasionados no decorrer de uma instrução processual, podem gerar expectativas de comportamento e decisórias. Estar atentos a vestimenta do seu cliente, como ele vai estar sentado na cadeira, como irá se comportar, padrões de fala (gírias, etc), como ele vai responder as perguntas, tudo isso é importantíssimo para se alcançar um resultado positivo, o mesmo se aplica às testemunhas.


Preocupe-se sempre em saber: com que roupa eu vou? Com que roupa vai réu? E com que roupa vai a testemunha?

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